A radiância da Vida

André Bovis ficou conhecido por suas experiências com pirâmides construídas na escala da Grande Pirâmide de Quéops, capazes de misteriosamente desidratar e mumificar animais mortos sem os decompor. A teoria de Bovis  baseia-se nas correntes magnéticas da terra, umas positivas, na direção norte-sul e outras negativas na direção leste-oeste. Sua crença é que essas correntes são captadas por todos os corpos na superfície do planeta e que qualquer corpo colocado numa posição norte-sul será mais ou menos polarizado dependendo de sua forma e consciência.

Baseado no mecanismo do pêndulo de cristal Bovis aperfeiçoou o que chamou de "Paradiamagnético". Esse instrumento era capaz de indicar-lhe a vitalidade intrínseca e o frescor relativo de diferentes gêneros alimentícios em seus próprios invólucros, graças ao poder de suas radiações.
Para medir essas freqüências ele aperfeiçoou um BIÔMETRO que consistia em uma simples régua graduada em centímetros para indicar mícrons (milésima parte do milímetro) e os angstrons ou decimilimícrons (cem vezes menores),  cobrindo uma faixa de zero a dez mil angstrons.

Colocando-se um pedaço de fruta, legume ou qualquer outro tipo de comida numa extremidade da régua, Bovis notava que o pêndulo mudava o sentido de sua oscilação a uma distância determinada ao longo dela, dando-lhe uma indicação do grau de vitalidade do alimento.

Um engenheiro francês de nome Simoneton após escutar de seus médicos as poucas chances de escapar da morte começou suas pesquisas e deparou-se com o sistema de Bovis para a seleção de alimentos frescos e saudáveis. Em pouco tempo, livrou-se não só da tuberculose como também dos efeitos colaterais causados pelos medicamentos, tornando-se tão vigoroso que ainda teve filhos aos 66 e aos 68 anos, além de jogar tênis aos 70 de idade. Simoneton  tinha bastante conhecimento de ondas de rádio e engenharia elétrica além do que trabalhou com Louis de Broglie, físico que estabeleceu que: "Cada partícula, até um fotônio de luz, associa-se a um comprimento de onda específico".

A partir de seus conhecimentos e por força da necessidade de escapar da morte ele foi capaz de estabelecer que o sistema de Bovis tinha validade.

Simoneton escreveu "As radiações dos alimentos". Aos que se manifestam contra a escolha arbitrária do angstrom como unidade de medida da vitalidade irradiante relativa dos alimentos e objetos é importante ressaltar que essa escolha não é mais arbitrária do que a escolha das calorias usadas em
nutrição.

As medições do comprimento de ondas dos alimentos foram utilizadas por Simoneton para determinar a vitalidade e o frescor. O leite que quando fresco media 6.500 angstroms perdia 40% de sua radiação ao fim de 12 horas e 90% ao fim de 24 horas. Quanto a pasteurização, Simoneton descobriu que "matava" os comprimentos de onda, o mesmo se  dando com sucos de frutas ou legumes pasteurizados.

O suco de alho quando pasteurizado, coagulava como o sangue de um morto e suas vibrações caíam de cerca de 8 mil angstrons para zero. O congelamento de frutas e legumes frescos prolonga sua vida e quando descongelados voltam a uma radiação de nível quase igual ao anterior.

As frutas verdes quando postas na geladeira podem até aumentar de radiação à medida que maduram.
As frutas desidratadas também retém sua vitalidade; postos em água retomam a vitalidade por 24 horas ainda que vários meses depois de secas, elas novamente emitem uma radiação quase tão forte como quando colhidas. Já  as frutas enlatadas, estão completamente mortas.

Para amplificar a vida dos leitores de seu livro, Simoneton classificou os alimentos em 4 grandes grupos.

No primeiro incluiu alimentos com uma radiação acima de 10 mil angstroms ou seja superior ao comprimento de ondas dos SERES HUMANOS que é de 6.500 angstrons. Aí figuram a maioria das frutas bem maduras, com 8 à 10 mil  angstroms e os legumes e verduras logo que colhidos. Os vegetais perdem 1/3 de sua vitalidade até chegar ao mercado e outro tanto após cozimento.

As frutas segundo ele, são carregadas de radiação solar, na luz saudável do espectro situada entre as faixas do infravermelho e do ultravioleta, e que sua radiação chega ao ponto mais alto durante a maturação, caindo para zero  quando apodrecem.

Quem tem o prazer de comer um abacaxi apanhado e colhido no momento exato de sua maturação percebe que ele tem um sabor muito diferente dos adquiridos em supermercados.
Os legumes são mais radiantes quando comidos crus.
Os feijões, as lentilhas, o grão de bico e a ervilha por exemplo são radiantes a níveis de 7 a 8 mil angstrons quando frescos. Quando secos perdem a maior parte de sua radiação tornando-se pesados e indigestos e castigam o fígado ao serem ingeridos.

Na Segunda categoria estão os alimentos que irradiam de 6.500 a 3.000 angstrons estão os: ovos, vegetais, peixe cozido, açúcar de cana, óleo de amendoim.

Simoneton diz que as águas das grandes cidades estão desvitalizadas o que não é novidade para a grande maioria.
O açucar de beterraba quando refinado chega a níveis abaixo de 1000 angstrons enquanto o suco em natura da beterraba fresca tem um nível de irradiação na casa dos 8.500 angstrons. Os torrõoezinhos empacotados não valem nada.

A tese de Bovis e Simoneton é que os seres humanos devem comer, frutas, legumes, verduras, amêndoas, peixe fresco pois emitem radiações superiores à sua própria média que é de 6500 angstrons, para que  se energizem e se sintam saudáveis. Os alimentos com baixa radiação minam a vitalidade existente no corpo em vez de ativá-la. Por isso que muitas pessoas sentem-se pesadas e sem disposição após uma refeição que contavam iam enche-las de energia.

Posto que a maioria dos micróbios fica bem aquém dos 6.500 angstroms, podemos deduzir que eles só podem afetar um ser humano cuja vitalidade tenha decrescido tanto, a ponto das células orgânicas ressonarem no mesmo comprimento de onda dos micróbios, enquanto um corpo sadio fica imune
ao ataque. O mesmo princípio se dá nas plantações que são atacadas por pragas.

A vitalidade é diminuída pela aplicação dos fertilizantes químicos. Simoneton também formulou a hipótese de que os benefícios terapêuticos das ervas e raízes, cascas e flores não se devam exclusivamente à sua composição química, mas também aos saudáveis comprimentos de onda que emitem.

Embora as prateleiras das farmácias estejam repletas de plantas e ervas, seus poderes curativos já diminuíram ou até mesmo desapareceram por conta da industrialização.

Como Paracelso, Goethe, Bach, Simoneton estava convencido de que o conhecimento verdadeiro não se adquire através do intelecto, mas sim da capacidade de ver e aceitar as simples verdades naturais da vida.

Paracelso em particular asseverava que quanto mais procuramos, mais nos damos conta da simplicidade de toda a criação, e aconselhava o médico a procurar em si a luz espiritual que o guiaria à intuição e ao  reconhecimento da energia das plantas.

Bach, assim como Paracelso acreditava que as doenças não são primariamente devidas a causas físicas, mas sim a estados de espírito perturbadores que interferem com o estado normal do indivíduo e que quando persistem, alteram as funções do organismo e finalmente levam a doença. Como Simoneton ele também se deu conta quanto às radiações de todas as coisas vivas.

Percebeu que as plantas com altas vibrações eram capazes de reerguer nas pessoas as vibrações em declínio. O método do Dr. Bach não era o de atacar a doença, mas sim inundar o corpo com as belas vibrações das ervas e flores silvestres, em cuja presença " O mal se derreteria como neve ao sol".
Não é a doença que precisa de tratamento - afirmou Dr. Bach. "As doenças não existem; o que existe são pessoas doentes".

Livro: A vida secreta das plantas
Autores: Peter Tompkins e Christopher Bird